Hoje recebi mensagem enviada por um colega de trabalho, que me inspirou a escrever o texto a seguir.
Estou cansada dos discursos sofistas; estou cansada de governos cuja meta é satisfazer a avidez de lucro por parte dos banqueiros; estou cansada da hipocrisia de governos que constroem universidades mas não investem na educação básica; estou cansada da sede voraz pelo poder, da corrupção; estou cansada de um país cujo povo se vangloria de poder ir ao shopping center, de adquirir aparelhos celulares, computadores, carros, mas que não luta por uma educação de qualidade; estou cansada de pagar pela gasolina mais cara do mundo em um país autosuficiente em petróleo; estou cansada de viver num país em guerra (não declarada), como se tudo estivesse às mil maravilhas; estou cansada de uma sociedade cujo sistema de saúde é tão precário que se morre tanto por falta de UTI como também por falta de atendimento básico; estou cansada de ouvir candidato(a)s sem clareza programática ou com propostas absurdas; estou cansada de eleitore(a)s fundamentalistas que não conseguem enxergar um palmo adiante do próprio nariz; estou cansada de uma falsa democracia que nos obriga a votar (ainda que seja nulo ou branco).
Mas, confesso, não estou cansada de viver, de lutar por dias melhores, de dar o melhor de mim na profissão que escolhi, de contribuir para que algum dia este país e o mundo em que vivemos sejam, de fato, para todo(a)s.
Estou cansada, sim, de PSDBs, de PTs e de partidos políticos cujos objetivos são meramente fisiológicos.
Mas eu estou cansada mesmo é de de ser um(a) do(a)s pouco(a)s que se cansam.
Reflexões sobre comunicação, política e cultura, de preferência pautadas na análise do discurso
Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PSDB. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Décimo terceiro do Bolsa Família: o desespero de Serra na corrida eleitoral
O candidato "tucano" à Presidência da República, José Serra, parece estar mesmo desesperado com sua perfomance no processo eleitoral. Afirmo isto porque, ao prometer criar o 13º para o(a)s beneficiário(a)s do Bolsa Família, ou ele está totalmente apanhado pelo desespero, ou então está contando uma grande piada ao povo brasileiro.
É certo que a distribuição de esmolas tem dado certo, tem formado um capital eleitoral sem precedentes. Mas, irresponsabilidade e populismo devem ter limites! Aliás, os limites serão dados oportunamente, quando as condições macroeconômicas do País não permitirem mais essa tal "transferência de renda" (que é como o presdiente Lula e seus correligionários intitulam a institucionalização da esmola pelo governo). A Espanha, por exemplo, que durante muito tempo teve o importante suporte da União Europeia para se adequar aos mínimos padrões exigidos pelos sócios, em consequência da crise econômica mundial já está cortando certos benefícios sociais (que não se comparam ao Bolsa Esmola), o que tem abalado a popularidade do seu presidente de governo José Luis Rodríguez Zapatero.
Voltando ao 13º do Bolsa Família, não dá para não criticar esta infeliz proposta do candidato "tucano". É preciso levar a política à sério. E isso só se faz, entre outras coisas, implementando e consolidando políticas públicas eficazes que possam garantir emprego, renda e, portanto, dignidade para a cidadania. O contrário do que faz o Bolsa Família, que tem gerado uma cultura perigosa e maléfica na sociedade brasileira: não é preciso ter emprego de qualidade, basta votar no(a)s candidato(a)s que manterão o programa da esmola.
Sou defensora da transferência de renda no Brasil. Aliás, o governo deveria começar criando medidas para diminuir os juros do mercado financeiro (dos bancos em particular). Isto feito, sobrariam muitos recursos para a criação de programas sólidos, consistentes de transferência de renda, com a geração de empregos (não temporários, sazonais, como vemos acontecer na economia brasileira), de postos fixos de trabalho que garantam o pagamento de salários dignos, capazes de satisfazer as necessidades básicas de uma família.
Quando ouço Serra falando em criar o 13º do Bolsa Família, penso que não demorará muito a criação do salário férias e da aposentadoria ligados também ao mesmo programa. E o trabalho, a dignidade das pessoas, a auto-estima, como ficam?
O importante mesmo, pelo visto, é garantir os votos!
É certo que a distribuição de esmolas tem dado certo, tem formado um capital eleitoral sem precedentes. Mas, irresponsabilidade e populismo devem ter limites! Aliás, os limites serão dados oportunamente, quando as condições macroeconômicas do País não permitirem mais essa tal "transferência de renda" (que é como o presdiente Lula e seus correligionários intitulam a institucionalização da esmola pelo governo). A Espanha, por exemplo, que durante muito tempo teve o importante suporte da União Europeia para se adequar aos mínimos padrões exigidos pelos sócios, em consequência da crise econômica mundial já está cortando certos benefícios sociais (que não se comparam ao Bolsa Esmola), o que tem abalado a popularidade do seu presidente de governo José Luis Rodríguez Zapatero.
Voltando ao 13º do Bolsa Família, não dá para não criticar esta infeliz proposta do candidato "tucano". É preciso levar a política à sério. E isso só se faz, entre outras coisas, implementando e consolidando políticas públicas eficazes que possam garantir emprego, renda e, portanto, dignidade para a cidadania. O contrário do que faz o Bolsa Família, que tem gerado uma cultura perigosa e maléfica na sociedade brasileira: não é preciso ter emprego de qualidade, basta votar no(a)s candidato(a)s que manterão o programa da esmola.
Sou defensora da transferência de renda no Brasil. Aliás, o governo deveria começar criando medidas para diminuir os juros do mercado financeiro (dos bancos em particular). Isto feito, sobrariam muitos recursos para a criação de programas sólidos, consistentes de transferência de renda, com a geração de empregos (não temporários, sazonais, como vemos acontecer na economia brasileira), de postos fixos de trabalho que garantam o pagamento de salários dignos, capazes de satisfazer as necessidades básicas de uma família.
Quando ouço Serra falando em criar o 13º do Bolsa Família, penso que não demorará muito a criação do salário férias e da aposentadoria ligados também ao mesmo programa. E o trabalho, a dignidade das pessoas, a auto-estima, como ficam?
O importante mesmo, pelo visto, é garantir os votos!
Marcadores:
13° Bolsa Família,
eleições 2010,
José Serra,
PSDB
Assinar:
Postagens (Atom)