O candidato "tucano" à Presidência da República, José Serra, parece estar mesmo desesperado com sua perfomance no processo eleitoral. Afirmo isto porque, ao prometer criar o 13º para o(a)s beneficiário(a)s do Bolsa Família, ou ele está totalmente apanhado pelo desespero, ou então está contando uma grande piada ao povo brasileiro.
É certo que a distribuição de esmolas tem dado certo, tem formado um capital eleitoral sem precedentes. Mas, irresponsabilidade e populismo devem ter limites! Aliás, os limites serão dados oportunamente, quando as condições macroeconômicas do País não permitirem mais essa tal "transferência de renda" (que é como o presdiente Lula e seus correligionários intitulam a institucionalização da esmola pelo governo). A Espanha, por exemplo, que durante muito tempo teve o importante suporte da União Europeia para se adequar aos mínimos padrões exigidos pelos sócios, em consequência da crise econômica mundial já está cortando certos benefícios sociais (que não se comparam ao Bolsa Esmola), o que tem abalado a popularidade do seu presidente de governo José Luis Rodríguez Zapatero.
Voltando ao 13º do Bolsa Família, não dá para não criticar esta infeliz proposta do candidato "tucano". É preciso levar a política à sério. E isso só se faz, entre outras coisas, implementando e consolidando políticas públicas eficazes que possam garantir emprego, renda e, portanto, dignidade para a cidadania. O contrário do que faz o Bolsa Família, que tem gerado uma cultura perigosa e maléfica na sociedade brasileira: não é preciso ter emprego de qualidade, basta votar no(a)s candidato(a)s que manterão o programa da esmola.
Sou defensora da transferência de renda no Brasil. Aliás, o governo deveria começar criando medidas para diminuir os juros do mercado financeiro (dos bancos em particular). Isto feito, sobrariam muitos recursos para a criação de programas sólidos, consistentes de transferência de renda, com a geração de empregos (não temporários, sazonais, como vemos acontecer na economia brasileira), de postos fixos de trabalho que garantam o pagamento de salários dignos, capazes de satisfazer as necessidades básicas de uma família.
Quando ouço Serra falando em criar o 13º do Bolsa Família, penso que não demorará muito a criação do salário férias e da aposentadoria ligados também ao mesmo programa. E o trabalho, a dignidade das pessoas, a auto-estima, como ficam?
O importante mesmo, pelo visto, é garantir os votos!
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